terça-feira, 25 de junho de 2013

a cidade da copa

O dia começa, o sol nasce, as pessoas começam a acordar, umas para trabalhar, outras para estudar, algumas ainda apenas para acalentar quem vai ao trabalho ou estudo. Há também quem se acorde só por simples prazer de contemplar mais um dia que nasce, seja ele de chuva ou de sol.
Quem segue, vê. Quem vê, entende.
Os ônibus aparecem no horizonte da cidade, alguns [leia-se aqui um em 100] vazios, outros completamente cheios, e lá seguem trabalhadores, estudantes, mães, pais, filhos, o motorista e o cobrador. É aqui que nós entendemos o seguir da vida. A mãe acalenta a criança que chora, o operário segue já cansado para mais um dia de trabalho, o estudante, na tentativa de uma vida melhor, segue para construir futuro dentro das escolas, alguns se encontram isolados do mundo, apesar de tantas pessoas próximas ao seu lado, outros lutam por atenção, seja da pessoa ao lado, seja do ônibus inteiro. E nesse complexo inteiro, a vida segue apertada por alguns loooongos minutos.
Quem chega, começa. Quem começa, não para.
As pessoas descem do ônibus aos montes, cada uma com destino certo. São destinos sufocantes, destinos que dizem trazer dignidade, destinos esmagadores de sorrisos. No meio disso tudo, ainda há os contratempos, engarrafamentos, acidentes que deixam a cidade mais lenta do que o habitual, e nós só sentimos isso porque é nosso lanche que atrasou, é nosso documento que não foi entregue a tempo, é nosso funcionário que ficou ocioso porque não tinha material. Quanto egoísmo!
No fim é só cansaço. Cansaço que corrompe até o último som de um sorriso.
 Os ônibus aparecem no horizonte da cidade [agora alaranjado do pôr do sol], agora completamente lotados, e lá seguem trabalhadores, estudantes, mães, pais, filhos, o motorista e o cobrador. É aqui que nós entendemos o seguir da vida. A mãe acalenta a criança que chora, o operário segue já cansado para mais um dia de trabalho, o estudante, na tentativa de uma vida melhor, segue para construir futuro dentro das escolas, alguns se encontram isolados do mundo, apesar de tantas pessoas próximas ao seu lado, outros lutam por atenção, seja da pessoa ao lado, seja do ônibus inteiro. E nesse complexo inteiro, a vida segue apertada por alguns loooongos minutos.
E todos chegam. E quem não chega se sente só.


E nessa alvoroço todo, ainda temos tempo pra copa.

4 comentários:

Mara Melinni disse...

Muito bonito o seu blog! E eu, como mai suma sonhadora, estou seguindo. Até breve, tenha um dia iluminado!

http://melinni.blogspot.com.br/

Anônimo disse...

Olá, estou escrevendo um livro e queria saber se você gostaria de fazer uma leitura critica de 3 capitulo dele. Caso se interesse me responda nesses comentários com o seu e-mail e eu envio o conteúdo.
Obrigada pela atenção.

Tayse Cruz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tayse Cruz disse...

Olá anônimo =D, não sei se você ainda está interessado na minha análise crítica, mas estou disponível para fazê-la.
taysecaroline@gmail.com
Tayse.