terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Adeus olhos marrons, adeus meu amor.

Aquela tarde foi a mais avassaladora de minha vida. Somente aquela paisagem acalmaria minha mente perturbada pela tórrida lembrança que corria em minha mente. Se ao menos eu tivesse meu parceiro junto a mim, mas até ele a vida me tirou.
Ontem pela manhã tudo era diferente: a minha alegria contagiava quem estivesse ao meu lado, eu tinha a missão mais importante que uma mulher poderia receber, eu estava grávida. Por mais que falassem que eu era jovem, que ia ser mãe solteira - já que meu parceiro me abandonou assim que soube da gravidez -, eu não ligava, era um filho, uma criança, uma vida dentro de mim. Só isso me fazia a mulher mais feliz do mundo. Não me importava se eu não fosse cursar faculdade, ou ter um bom emprego. Meu pai ainda não sabia, e, ontem, eu estava decidida a contar a ele. Sabia que ele ia vim com quatro pedras a mão, mas eu sempre sabia acalmá-lo, então, eu estava pronta para enfrentá-lo.
Mas o futuro me destinava uma surpresa desagradável: um motorista bêbado em alta velocidade entra na calçada e atropela três pessoas, entre elas estão meu bebê e eu. Foi a única coisa que minha vista pode alcançar antes de se turvar e minha mente se apagar como uma luz que se consome totalmente. 
Acordei numa cama de hospital, sem saber onde estava, perguntei à uma mulher que estava ao meu lado, injetando alguma coisa em meu braço o que tinha acontecido, e ela disse que tudo ia ficar bem. À medida que o líquido entrava em minha veia, eu ia adormecendo.
Pela tarde, acordei novamente e encontrei meu pai e minha mãe sentados ao meu lado, e um médico, de pé, com uma prancheta nas mãos.
 - O que aconteceu? - Balbuciei meio sonolenta ainda.
 - Você sofreu um atropelamento, mas estar bem fisicamente e mentalmente, no entanto, não conseguimos salvar o seu bebê. Sinto muito mesmo.
Pela expressão do meu pai, ele já estava ciente da minha gravidez, que agora tivera sido interrompida, pois sua tristeza era eminente. Mas nenhuma tristeza era comparada a minha. Naquele momento, eu me sentia como se tivessem arrancado à cru, um membro de meu corpo, a dor que eu sentia naquele momento nenhum remédio podia sarar.
Adormeci em meio a choros, lamentações e sedativos. Acordei pela manhã, e meus pais me diziam que eu já havia recebido alta e já podia ir para casa. Eles me ajudaram a descer da cama, e me guiaram pelos corredores do hospital até o nosso carro. Me levaram para casa e me deixaram no quarto, onde eu fiquei deitada por horas e horas. Depois, com muita força de vontade resolvi ir até a lanchonete onde sempre colocava ordens a meus pensamentos. Lá, fiquei até o anoitecer, quando meus pais vieram me buscar.
Oi?! Quem é vivo sempre aparece, então estou eu aqui. Estou sem internet a um tempinho já e por isso não postei nada por aqui, e aproveitando a chance que o Bloínquês deu a esse tema, resolvi escrever uma história. Espero que gostem. 

Beijos, Tay. 

Um comentário:

Roberta Galdino disse...

oii
tava vendo outros Blogs e encontrei o seu
gostei muito daqui
o conteúdo é ótimo
estou te seguindo
me visita e segue se gostar?!

http://rgqueen.blogspot.com/

beijos