quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eu sou engenheira e jogo bola, e daí?

Dizem que o mundo anda mudando. Concordo plenamente. Existe mais tecnologia, mais desastres naturais, mais problemas e mais soluções. Mas no meio de tanta mudança, uma coisa não mudou muito, só se camuflou talvez: o dilema das mulheres ou meninas que não esperam a cara chegar e falar, vão lá e fazem.
Tenho que confessar: eu não sou dessas meninas, queria ser, mas não tenho coragem suficiente. Eu dou mais certo com essa coisa mais clichê, sou meio acomodada e mudanças são meio assustadoras para mim. Mas tenho que admitir, elas são demais. Conseguem tudo o que querem e são as que fazem mais sucesso por onde passam.
E essa história de que acabou o preconceito com elas, é pura mentira. Elas continuam sendo discriminadas. Os homens querem ficar com elas, mas compromisso sério, nenhum deles quer. Porque elas são muito atiradas e eles levariam má fama. Os homens querem transar no primeiro encontro, mas não querem namorar uma garota que transa com eles no primeiro encontro. O que vocês querem então? Fica difícil descobrir.
No meio de tanto tabu da sociedade, sabe o que é melhor? Elas não tão nem aí. Jogam bola com os meninos, andam conquistando o mercado deles sem o menor medo, saem pra se divertir sem ter medo de ficar mal falada porque beijaram mais de um carinha na balada. Elas são atiradas, atiçam a imaginação de muitos e muitas e conseguem superar o preconceito do mesmo jeito que tantas outras no passado também superaram. Ou você vai me dizer que Audrey Hepburn não sofreu com isso, você vai dizer que Marilyn Monroe não foi chamada de tudo quanto é nome porque não tinha medo dos homens, que até mesmo a Madonna ou a Britney não sofreram porque os tablóides disseram que elas eram muito assanhadas para o tempo delas?
Elas superaram e superam. A única coisa que a gente não consegue ao menos entender quanto mais superar, é o fato de que os homens não deixam a gente viver. Se eles podem fazer tanta coisa porque nós não? Nós não vamos tomar o lugar de vocês, só queremos conquistar o nosso. Pensem nisso. Afinal, vocês não vão querer passar o resto de suas vidas pagando nossa contas? Estou certa?
É por isso que elas apareceram, para serem ícones de uma transformação que está longe de terminar. Elas são revolucionárias, e não vão desistir tão fácil. Elas tem seus próprios cartões de créditos e são livres, aceitem.

Beijos, Tay.

3 comentários:

Djéeh disse...

Que bacana seu texto. Me identifiquei demais com ele. Faço engenharia civil, tenho meu carro pra sair a noite pra onde eu quero, e nem ligo para o que os outros vão falar. As mulheres serem independentes hoje em dia deixa os homens assustados.

Muito bom ! *----*
seguindo vcc

http://pensamentosflutuaam.blogspot.com/

Naty Araújo disse...

Dreams Catcher – Nota: 9,7
http://taysecaroline.blogspot.com/2012/01/eu-sou-engenheira-e-jogo-bola-e-dai.html
Coerência: 2
Coesão: 2
Criatividade: 1,7
Ortografia: 2
Fiquei totalmente maravilhada com a colocação do seu texto, sabe?
Você comentou muito bem, usou de argumentos e lógicas totalmente favoráveis. E é realmente desse jeito que acontece. É até difícil entender o que se passa na mente de alguns, não é mesmo?
Totalmente digno de aplausos. É uma pena que não teve pódio por não haver participante o suficiente.
Parabéns mesmo pela bela descrição de sua opinião.

A equipe BLQ agradece a sua participação.
Volte sempre.

Natalia Araújo - avaliadora da edição opinativa

Tayse Cruz disse...

Tem coisa melhor que isso? Ser reconhecida? Adorei o comentário.
Tou em êxtase.